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dc.contributor.advisorCOUTINHO, Carlos Marden Cabral-
dc.contributor.authorBRITO, Thammy Islamy Carlos-
dc.date.accessioned2026-04-06T19:55:45Z-
dc.date.available2026-04-06T19:55:45Z-
dc.date.issued2026-
dc.identifier.citationBRITO, Thammy Islamy Carlos. Inteligência Artificial e a insustentabilidade das decisões automatizadas no Poder Judiciário: perspectivas pragmáticas sobre a fundamentação motivada à luz da neurociência. 2026. Dissertação (Mestrado Acadêmico em Direito) – Universidade Christus, Fortaleza, 2026.pt_BR
dc.identifier.urihttps://repositorio.unichristus.edu.br/jspui/handle/123456789/2082-
dc.description.abstractO estudo analisou a utilização dos softwares de Inteligência Artificial Generativa no Poder Judiciário. Ao ultrapassar a visão de que a IA se destina apenas à automação de tarefas repetitivas para aumentar a eficiência e modernizar o sistema judicial, concentrou-se nos desafios e dilemas éticos decorrentes da atribuição de funções decisórias a essas tecnologias emergentes. Apresentou-se o desenvolvimento da teoria processual que deu origem ao modelo constitucional de processo, composto por elementos principiológicos que, ao se estruturarem, legitimaram o processo como um direito fundamental. Nesse contexto, admitiu-se que, para alcançar uma decisão judicial garantista, é necessário instituir um espaço dialógico que articule os atos processuais, assegure a paridade simétrica entre as partes e lhes permita influenciar, de forma equilibrada, a formação da decisão, a qual deve estar devidamente fundamentada nas normas constitucionais e processuais. De forma complementar, analisou-se a epistemologia da decisão judicial, com foco na interpretação dos fatos apresentados na relação jurídica processual, os quais influenciam diretamente a fundamentação das decisões. Para tanto, adotou-se o modelo hermenêutico-filosófico como linha condutora na interpretação desses fatos, aliado à Teoria da Integridade do Direito, na busca pelo sentido da norma e de sua aplicabilidade ao caso concreto. Ademais, a partir das contribuições da neurociência, evidenciou-se as limitações da racionalidade humana decorrentes da atuação de heurísticas e vieses cognitivos na tomada de decisão. Demonstrou-se como o processo de algoritmização, impulsionado pela era digital, favoreceu o crescimento de tecnologias exponenciais e a incorporação de ferramentas de inteligência artificial em diversos setores da sociedade. No contexto da Inteligência Artificial Generativa (IAGen), surgem implicações relevantes para a organização social, bem como riscos relacionados à transparência, à responsabilidade e à governança dessas tecnologias, os quais também foram analisados. No âmbito do Poder Judiciário, constatou-se que o Brasil, em razão do predomínio de uma formação processual instrumentalista voltada à celeridade por meio do estabelecimento de metas de produtividade e desempenho para servidores e magistrados, tem fomentado institucionalmente a incorporação de ferramentas tecnológicas de inteligência artificial em diversas etapas processuais, inclusive como suporte à tomada de decisão judicial. É nesse movimento transicional tecnológico que se verificou uma interferência direta na função epistemológica do julgador, a qual provoca reflexões acerca da natureza e dos limites da atuação humana no processo decisório automatizado. Discutiu-se a viabilidade da automatização de decisões judiciais por meio de ferramentas de IA, à luz do modelo constitucional do processo, bem como a sustentabilidade institucional e jurídica dessas soluções tecnológicas no âmbito dos Tribunais brasileiros. Com base em um método analítico-indutivo, constatou-se a existência de um conflito ético e normativo, na medida em que a busca por celeridade artificial no processo decisório, por meio de tecnologias emergentes de IA generativa, pode comprometer garantias processuais intrínsecas ao modelo democrático, descaracterizando a própria essência da função jurisdicional interpretativa atribuída ao julgador e colocando em risco a sustentabilidade institucional e tecnológica pretendida pelo Poder Judiciário brasileiro.pt_BR
dc.language.isopt_BRpt_BR
dc.subjectinteligência artificialpt_BR
dc.subjectprocessopt_BR
dc.subjectdecisão judicialpt_BR
dc.subjectfundamentaçãopt_BR
dc.subjectneurociênciapt_BR
dc.titleInteligência Artificial e a insustentabilidade das decisões automatizadas no Poder Judiciário: perspectivas pragmáticas sobre a fundamentação motivada à luz da neurociênciapt_BR
dc.typeDissertaçãopt_BR
dc.title.inglesArtificial Intelligence and the unsustainability of automated decisions in the judiciary: pragmatic perspectives on motivated reasoning in light of neurosciencept_BR
dc.description.resumo_abstractThe study analyzed the use of Generative Artificial Intelligence (AI) software in the Judiciary. Moving beyond the view that AI is intended solely for automating repetitive tasks to increase efficiency and modernize the judicial system, it focused on the ethical challenges and dilemmas arising from assigning decision-making functions to these emerging technologies. The development of procedural theory that gave rise to the constitutional model of the process was presented, consisting of foundational elements which, once structured, legitimized the process as a fundamental right. In this context, it was acknowledged that, to achieve a judicial decision that safeguards rights, it is necessary to establish a dialogical space that coordinates procedural acts, ensures symmetrical parity between the parties, and allows them to influence the formation of the decision in a balanced manner, which must be duly grounded in constitutional and procedural norms. Additionally, the epistemology of judicial decision-making was analyzed, focusing on the interpretation of the facts presented in the procedural legal relationship, which directly influence the reasoning of decisions. For this purpose, the hermeneutic-philosophical model was adopted as the guiding approach in interpreting these facts, combined with the Theory of Legal Integrity, in the pursuit of the meaning of the norm and its applicability to the concrete case. Furthermore, based on contributions from neuroscience, the limitations of human rationality arising from the operation of heuristics and cognitive biases in decision-making were highlighted. The study demonstrated how the process of algorithmization, driven by the digital era, fostered the growth of exponential technologies and the incorporation of AI tools across various sectors of society. In the context of Generative Artificial Intelligence (GenAI), significant implications arise for social organization, as well as risks related to transparency, accountability, and governance of these technologies, which were also examined. Within the Judiciary, it was found that Brazil, due to the predominance of an instrumental procedural formation focused on speed through the establishment of productivity and performance targets for staff and judges, has institutionally encouraged the integration of AI technological tools at various procedural stages, including as support for judicial decision-making. In this transitional technological movement, a direct interference in the judge’s epistemological function was observed, prompting reflections on the nature and limits of human involvement in automated decision-making processes. The feasibility of automating judicial decisions using AI tools was discussed in light of the constitutional model of the process, as well as the institutional and legal sustainability of these technological solutions within Brazilian courts. Based on an analyticalinductive method, an ethical and normative conflict was identified, insofar as the pursuit of artificial speed in the decision-making process, through emerging generative AI technologies, may compromise procedural guarantees intrinsic to the democratic model, undermining the very essence of the interpretive judicial function assigned to the judge and placing at risk the institutional and technological sustainability intended by the Brazilian Judiciary.pt_BR
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