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https://repositorio.unichristus.edu.br/jspui/handle/123456789/2176Registro completo de metadados
| Campo DC | Valor | Idioma |
|---|---|---|
| dc.contributor.advisor | MATOS, Rômulo Richard Sales | - |
| dc.contributor.author | OLIVEIRA, Maria Vitoria Silva de | - |
| dc.date.accessioned | 2026-08-10T17:05:24Z | - |
| dc.date.available | 2026-08-10T17:05:24Z | - |
| dc.date.issued | 2026-06-16 | - |
| dc.identifier.uri | https://repositorio.unichristus.edu.br/jspui/handle/123456789/2176 | - |
| dc.description.abstract | O presente trabalho investiga se a opacidade algorítmica, quando associada ao uso de tecnologias de reconhecimento facial na segurança pública, contribui para a perpetuação de discriminações raciais no estado do Ceará. O estudo problematiza a confiança acrítica na suposta neutralidade dos algoritmos, argumentando que a automação de estigmas raciais pode exacerbar a seletividade penal e a criminalização de minorias sociais historicamente marginalizadas. Com o objetivo de perquirir como a falta de transparência reverbera no racismo estrutural, a investigação contextualiza a transição das sociedades disciplinares para regimes de controle datificados, descrevendo o cenário de implementação e funcionamento das tecnologias de identificação facial e examinando os riscos da extração biométrica sem o devido acompanhamento normativo. Trata-se de pesquisa qualitativa, de natureza exploratória e descritiva, fundamentada em levantamento bibliográfico e análise documental sob o método indutivo. O primeiro capítulo examina a passagem das sociedades disciplinares às sociedades de controle, demonstrando como a vigilância contemporânea se articula à circulação contínua de dados, à securitização e ao policiamento preditivo. O segundo capítulo analisa os fundamentos dos algoritmos, da inteligência artificial, dos vieses cognitivos, do racismo algorítmico, da opacidade e da responsabilidade pelas decisões automatizadas. O terceiro capítulo aplica esse arcabouço ao caso cearense, examinando o funcionamento das tecnologias de reconhecimento facial, a infraestrutura estadual de monitoramento, a seletividade penal racializada e os limites jurídicos da Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais diante das atividades de segurança pública. Os resultados evidenciam que a infraestrutura de vigilância cearense tende a automatizar classificações discriminatórias já presentes nas práticas policiais, reforçando a associação entre negritude e periculosidade, enquanto a opacidade dos sistemas reduz a capacidade de contestação dos sujeitos atingidos. Conclui-se que a implementação de tecnologias biométricas na segurança pública exige uma agenda regulatória rigorosa, capaz de harmonizar a eficiência tecnológica com os imperativos da igualdade racial e da transparência. | pt_BR |
| dc.language.iso | pt_BR | pt_BR |
| dc.subject | algoritmo | pt_BR |
| dc.subject | reconhecimento facial | pt_BR |
| dc.subject | opacidade | pt_BR |
| dc.subject | racismo | pt_BR |
| dc.subject | vigilância | pt_BR |
| dc.title | Racismo e Opacidade algorítmica nas tecnologias de reconhecimento facial do Estado do Ceará | pt_BR |
| dc.type | TCC | pt_BR |
| dc.title.ingles | Racism and Algorithmic Opacity in Facial Recognition Technologies in the State of Ceará | pt_BR |
| dc.description.resumo_abstract | This research investigates whether algorithmic opacity, when associated with the use of facial recognition technologies in public safety, contributes to the perpetuation of racial discrimination in the state of Ceará. The study challenges uncritical trust in the supposed neutrality of algorithms, arguing that the automation of racial stigmas can exacerbate criminal selectivity and the criminalization of historically marginalized social minorities. With the aim of examining how the lack of transparency reverberates in structural racism, the research contextualizes the transition from disciplinary societies to data-driven control regimes, describing the implementation and operational landscape of facial recognition technologies and examining the risks of biometric data collection without proper regulatory oversight. This is qualitative research, exploratory and descriptive in nature, based on a literature review and documentary analysis using the inductive method. The first chapter examines the shift from disciplinary societies to societies of control, demonstrating how contemporary surveillance is linked to the continuous circulation of data, securitization, and predictive policing. The second chapter analyzes the fundamentals of algorithms, artificial intelligence, cognitive biases, algorithmic racism, opacity, and accountability for automated decisions. The third chapter applies this framework to the case of Ceará, examining the functioning of facial recognition technologies, the state surveillance infrastructure, racialized criminal selectivity, and the legal limits of the Brazilian General Data Protection Law in relation to public security activities. The results show that Ceará’s surveillance infrastructure tends to automate discriminatory classifications already present in police practices, reinforcing the association between Blackness and presumed dangerousness, while the opacity of the systems limits the ability of those affected to challenge them. The study concludes that the implementation of biometric technologies in public security requires a rigorous regulatory framework that balances technological efficiency with the imperatives of racial equality and transparency. | pt_BR |
| Aparece nas coleções: | Direito - Campus PARQUELÂNDIA | |
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| Arquivo | Descrição | Tamanho | Formato | |
|---|---|---|---|---|
| TCC 2026.1 - Maria Vitoria Silva de Oliveira (2).pdf | 1,37 MB | Adobe PDF | ![]() Visualizar/Abrir |
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