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dc.contributor.advisorARRUDA, Gerardo Clésio Maia-
dc.contributor.authorOLIVEIRA, Mário Marrathma Lopes de-
dc.date.accessioned2026-08-13T12:27:35Z-
dc.date.available2026-08-13T12:27:35Z-
dc.date.issued2026-
dc.identifier.citationOLIVEIRA, Mário Marrathma Lopes de. Orquestração estatal e efetivação de direitos: o design jurídico das Parcerias Público-Privadas na promoção do direito ao desenvolvimento. 2026. Dissertação (Mestrado acadêmico em Direito) – Universidade Christus, Fortaleza, 2026.pt_BR
dc.identifier.urihttps://repositorio.unichristus.edu.br/jspui/handle/123456789/2180-
dc.description.abstractEsta dissertação investiga como o design jurídico das Parcerias Público-Privadas pode servir ao Estado, em uma função orquestradora, para promover a efetivação do direito ao desenvolvimento. Parte do diagnóstico de que o modelo do Estado exclusivamente executor esbarra em limites estruturais: a racionalidade limitada dos agentes e os custos de agência que percorrem a cadeia administrativa. Sustenta-se que a superação desse modelo não implica retirada do Estado, mas o seu reposicionamento como articulador de arranjos jurídico-institucionais. O objetivo consiste em analisar de que modo a articulação estatal, materializada no desenho normativo das parcerias, pode reduzir custos de transação e resguardar a efetividade material do serviço. Quanto à metodologia, a pesquisa é jurídico-teórica, de viés propositivo e método dedutivo, de natureza qualitativa, bibliográfica e documental, conduzida na interlocução entre o Direito Administrativo contemporâneo, a Nova Economia Institucional e a Teoria da Agência; os casos e dados são empregados em registro ilustrativo, sem pretensão de causalidade ou generalização estatística. Como resultados, propõem-se três categorias autorais: a integridade-arquitetura, que desloca a integridade da virtude do agente para a estrutura da Administração; a arquitetura da confiança, que converte a confiança, de substrato extrajurídico, em segurança jurídica exigível; e a invalidade material, categoria analítica e de ultima ratio pela qual o contrato de longo prazo, ainda que perfeito na forma, perde validade quando frustra a finalidade constitucional que o legitima. Distinguem-se, ainda, as facetas empreendedora, catalisadora e articuladora do Estado orquestrador, e se separa a orquestração da delegação a partir da literatura da governança indireta, do que resulta que nem toda função estatal comporta orquestração. Conclui-se que a hipótese encontra sustentação teórica e respaldo ilustrativo nos dados documentais, com a ressalva de que o desenho orquestrado torna a efetividade possível e exigível, sem torná-la automática.pt_BR
dc.language.isopt_BRpt_BR
dc.subjectEstado orquestradorpt_BR
dc.subjectParcerias Público-Privadaspt_BR
dc.subjectefetividadept_BR
dc.subjectdireito ao desenvolvimentopt_BR
dc.titleOrquestração estatal e efetivação de direitos: o design jurídico das Parcerias Público-Privadas na promoção do direito ao desenvolvimentopt_BR
dc.typeDissertaçãopt_BR
dc.title.inglesState orchestration and the realization of rights: the legal design of Public-Private Partnerships in the promotion of the right to developmentpt_BR
dc.description.resumo_abstractThis dissertation investigates how the legal design of Public-Private Partnerships can serve the State, in an orchestrating role, to promote the realization of the right to development. It starts from the diagnosis that the model of the State as an exclusive direct provider runs into structural limits: the bounded rationality of public agents and the agency costs that pervade the administrative chain. It is argued that overcoming this model does not entail the State's withdrawal, but its repositioning as an articulator of legal-institutional arrangements. The objective is to analyze how state articulation, embodied in the normative design of partnerships, can reduce transaction costs and safeguard the substantive effectiveness of the service. As to methodology, the research is legal-theoretical, propositional in approach and deductive in method, qualitative, bibliographical and documentary in nature, conducted at the intersection of contemporary Administrative Law, New Institutional Economics and Agency Theory; cases and data are used illustratively, with no claim to causality or statistical generalization. As results, three authorial categories are proposed: integrity-architecture, which shifts integrity from the agent's virtue to the structure of the Administration; the architecture of trust, which converts trust, an extra-legal substrate, into enforceable legal certainty; and substantive invalidity, an analytical category of last resort by which a long-term contract, however formally perfect, loses validity when it frustrates the constitutional purpose that legitimizes it. The entrepreneurial, catalyzing and articulating facets of the orchestrating State are also distinguished, and orchestration is set apart from delegation on the basis of the indirect governance literature, from which it follows that not every state function admits orchestration. It is concluded that the hypothesis finds theoretical support and illustrative grounding in the documentary data, with the caveat that the orchestrated design makes effectiveness possible and enforceable without making it automatic.pt_BR
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