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Título: Avaliação do efeito da idade do paciente sobre o raciocínio clinico de médicos residentes
Autor(es): NADAI, Camila Pinto de
Orientador: PEIXOTO JÙNIOR, Arnaldo Aires
Data do documento: 2019
Citação: NADAI, Camila Pinto de. Avaliação do efeito da idade do paciente sobre o raciocínio clinico de médicos residentes. 2019. Dissertação ( Mestrado Profissional em Ensino em Saúde) - Centro Universitário Christus, Fortaleza, 2019.
Resumo: INTRODUÇÃO: o envelhecimento populacional tem provocado alguns desafios à sociedade, dentre esses a atribuição de estereótipos negativos e preconceituosos à velhice. O “ageismo” é um termo que se refere esse tipo de discriminação, muitas vezes silenciosa e que pode influenciar o raciocínio clínico e, consequentemente, o direcionamento dos recursos diagnósticos e a escolha da terapêutica. OBJETIVOS: determinar o efeito da idade do paciente no raciocínio clínico de médicos residentes assim como avaliar o tempo em que os participantes realizaram o diagnóstico, a acurácia diagnóstica e a acurácia da conduta. MÉTODOS: trata-se de um estudo experimental, no qual foram utilizados 8 casos clínicos, sendo a metade deles com fotografias de indivíduos jovens e a outra metade com fotografias de indivíduos idosos. Os casos diferiam apenas quanto à idade e a fotografia, sendo iguais quanto a história clínica e exames complementares. Cada médico residente resolveu 8 casos clínicos, sendo 4 na versão idosa e 4 na versão jovem, apresentados em uma tela de computador. Foi utilizado o programa Qualtrics para a coleta de dados demográficos dos médicos e da resolução das tarefas de diagnosticar e de propor uma conduta. RESULTADOS: 36 residentes do primeiro e segundo ano de Clínica Médica participaram do estudo, dentre os quais a maioria foi do sexo masculino (55,6%), com média de idade de 27,7 ± 3,4 anos, e todos haviam tido disciplina de geriatria durante a graduação. Quanto ao tempo utilizado para a realização do diagnóstico, esse foi maior frente aos casos com idade e imagem de idosos (152,3±54,9 vs. 129,6±36,0 segundos; p<0,001). Porém, quanto a acurácia diagnóstica e quanto a proposição de condutas, não houve diferença quando confrontados com casos com idade e imagem de idosos ou de jovens (p=0,655 e p=0,811; respectivamente). CONCLUSÕES: Médicos residentes levaram mais tempo para realizar o diagnóstico quando expostos a casos clínicos com pacientes com idade e imagem de idosos, porém não houve diferença quanto a acurácia no diagnóstica e tomada de conduta quanto a exposição a casos clínicos com idade e imagem de idosos ou de jovens. Apesar de limitações, esse estudo foi aparentemente o primeiro na literatura, utilizando esse método, para avaliar o impacto da idade sobre o raciocínio clínico e a acurácia diagnóstica.
Palavras-chave: Educação Médica
Ageismo
Envelhecimento
Competência Clínica
Diagnóstico Clínico
URI: https://repositorio.unichristus.edu.br/jspui/handle/123456789/808
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